Archive for Novembro 2012

A eficácia do sangue do Senhor


O Ano da Fé nos traz “um ano de graça do Senhor” e essa graça não vamos desperdiçar. Vejo, com muita admiração, o esforço hercúleo que a humanidade faz para desvendar os segredos do átomo, da matéria escura, das leis da alma humana. O que vai acontecer no dia em que os cientistas não conseguirem mais deter a curiosidade sobre as riquezas da pessoa de Cristo. Será um progresso jamais visto. O que está escondido nessa rica personalidade vai ser motivo de empolgação permanente. Está previsto nas Escrituras que esse tempo há de chegar. “Todos me conhecerão desde o menor até o maior” (Hb. 8, 11).

Basta olhar para a encarnação de Jesus, ponto de junção entre a natureza humana e a divina. É um festival de harmonia, é a composição mais complicada e sábia de todo o universo. Por enquanto, o que sabemos sobre Ele, quando dizia a palavra “eu”, representa apenas um pequeno gemido da ciência. Definitivamente, chegará o dia em que nos debruçaremos sobre a grande obra da criação por excelência e mergulharemos no poder do Pai e na força do Espírito que ultrapassam, de longe, qualquer mistério do cosmos.


Neste Ano da Fé, queremos também abrir nossa mente à eficácia do “Sangue Salvador” de Jesus, que a teologia já desvendou. Antigamente, as pessoas achavam que a concentração da vida estava no sangue. Derramar sangue era um crime contra a vida. Também a humanidade podia se alimentar com a carne dos animais, mas não era lícito se alimentar com essa seiva da vida. Já se considerou, outrossim, a vida como residindo no coração, mas, hoje, se acredita que está nas atividades cerebrais. Jesus se adaptou à humanidade.

Por isso aceitou o conceito de vida da Sua época. Querendo dar Sua vida para a nossa salvação, Ele derramou o Seu Sangue. Era o gesto máximo de doação, de eficácia infinita. Nós fomos salvos por essa doação. “Estes lavaram as Suas vestes e as alvejaram no Sangue do Cordeiro” (Ap 7,14). A nossa salvação está em ação, no mistério eucarístico, no qual desfrutamos da Palavra do Senhor, de Seu Corpo e do Seu precioso Sangue. Vamos transmitir nossos conhecimentos sobre Jesus, cujo conhecimento é o mais profundo que existe e de maior eficácia salvadora.

Fonte: Dom Aloísio Roque Oppermann scj
Arcebispo Emérito de Uberaba, MG


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quinta-feira, novembro 29, 2012
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O Cristo-Rei e o bom ladrão


«Senhor, lembra-te de mim quando vieres inaugurar o teu reino». O ladrão não ousou fazer esta prece sem antes, pela confissão, se ter libertado do fardo dos pecados.

Vê bem, cristão, a força da confissão. Ele confessou os pecados e o paraíso abriu-se-lhe; confessou os pecados e ganhou confiança bastante para pedir o reino dos céus, depois de tantos roubos cometidos…
Queres conhecer o Reino? Que vês portanto aqui que se lhe assemelhe? Tens debaixo dos olhos os pregos e uma cruz, mas essa cruz, dizia Jesus, é o próprio sinal do Reino. E eu, ao vê-Lo na cruz, proclamo-O Rei. Não é próprio de um rei morrer pelos seus súbditos? Ele próprio o disse: «O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas» (Jo 10,11). Isto é igualmente verdade para um bom rei: também ele dá a vida pelos seus súbditos.

Proclamá-Lo-ei portanto Rei por causa da dávida que fez da sua vida: «Senhor, lembra-te de mim quando estiveres no teu Reino».

Compreendes agora que a cruz é o sinal do Reino? Eis outra prova. Cristo não deixou a sua cruz na terra, ergueu-a e levou-a com Ele para o céu. Sabemo-lo porque Ele a terá junto de Si quando voltar pleno de glória.

Para perceberes o quanto esta cruz é digna de veneração, repara em como Ele a tomou como um título de glória. Quando o Filho do homem vier, «o sol escurecerá e a lua perderá o brilho». Reinará então uma claridade tão viva que até os astros mais brilhantes se eclipsarão. «As estrelas cairão do céu. Aparecerá então no céu o sinal do Filho do homem» (Mt 24,29ss). Vês bem a força do sinal da cruz? Quando um rei entra numa cidade, os soldados pegam nos estandartes, içam-nos aos ombros e marcham à sua frente para anunciar a chegada régia. De igual modo, legiões de anjos precederão a Cristo, quando Ele descer do céu. Trarão aos ombros esse sinal anunciador da vinda do nosso Rei.

Fonte: Eis um trecho de um homilia de São João Crisóstomo (345-407), grande Bispo de Antioquia e posteriormente de Constantinopla, doutor da Igreja.
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sexta-feira, novembro 23, 2012
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Ter Fé não é um Absurdo, mas um Ato Racional que Enche de Plenitude a Vida

A fé permite um saber autêntico sobre Deus que envolve toda a pessoa humana: é um “saber”, isto é, um conhecer que doa sabor à vida, um gosto novo de existir, um modo alegre de estar no mundo.O amor de Deus, então, faz ver, abre os olhos, permite conhecer toda a realidade, além das perspectivas estreitas do individualismo e do subjetivismo que desorientam a consciência. O conhecimento de Deus é, portanto, experiência de fé e implica, ao mesmo tempo, um caminho intelectual e moral: tocados profundamente pela presença do Espírito Santo de Jesus em nós, superamos os horizontes dos nossos egoísmos e nos abrimos aos verdadeiros valores da existência.

"Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. No mistério da sua morte e ressurreição, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens à conversão de vida por meio da remissão dos pecados (cf. Act 5, 31). Para o apóstolo Paulo, este amor introduz o homem numa vida nova: «Pelo Batismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova» (Rm 6, 4). Em virtude da fé, esta vida nova plasma toda a existência humana segundo a novidade radical da ressurreição. Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afetos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais completamente terminado nesta vida. A «fé, que atua pelo amor» (Gl 5, 6), torna-se um novo critério de entendimento e de ação, que muda toda a vida do homem (cf. Rm 12, 2; Cl 3, 9-10; Ef 4, 20-29; 2 Cor 5, 17)." (Porta Fidei, Papa Bento XVI)

A tradição católica desde o início rejeitou o assim chamado fideísmo, que é a vontade de crer contra a razão. Credo quia absurdum (creio porque é absurdo) não é fórmula que interpreta a fé católica. Deus, na verdade, não é absurdo, mas sim é mistério. O mistério, por sua vez, não é irracional, mas uma superabundância de sentido, de significado, de verdade. Se, olhando para o mistério, a razão vê escuridão, não é porque no mistério não tenha a luz, mas porque existe luz em abundância.

Assim como quando os olhos do homem se dirigem diretamente ao sol para olhá-lo, veem somente trevas; mas quem diria que o sol não é luminoso, antes a fonte da luz? A fé permite olhar o “sol”, Deus, porque é acolhida da sua revelação na história e, por assim dizer, recebe verdadeiramente toda a luminosidade do mistério de Deus, reconhecendo o grande milagre: Deus se aproximou do homem, ofereceu-se ao seu conhecimento, consentindo ao limite criador da sua razão.

É falso o pré-juízo de certos pensadores modernos, segundo os quais a razão humana seria como que bloqueada pelos dogmas da fé. É verdade exatamente o contrário, como os grandes mestres da tradição católica demonstraram. Santo Agostinho, antes de sua conversão, busca com tanta inquietação a verdade, através de todas as filosofias disponíveis, encontrando todas insatisfatórias. A sua cansativa investigação racional é para ele uma significativa pedagogia para o encontro com a Verdade de Cristo.

Quando diz: “compreendas para crer e creias para compreender”, é como se contasse a própria experiência de vida. Intelecto e fé, antes da divina Revelação, não são estranhas ou antagonistas, mas são ambas duas condições para compreender o sentido, para transpor a autêntica mensagem, se aproximando-se do limite do mistério. Santo Agostinho, junto a tantos outros autores cristãos, é testemunha de uma fé que se exercita com a razão, que pensa e convida a pensar.

O Beato Papa João Paulo II, de fato, na Encíclica Fides et ratio, sintetiza assim: “A razão do homem não se anula nem se degrada dando assentimento aos conteúdos de fé; estes são em cada caso alcançados com escolhas livres e conscientes” (n. 43). No irresistível desejo de verdade, só um harmonioso relacionamento entre fé e razão é a estrada certa que conduz a Deus e à plena realização de si.


É decisivo para o homem abrir-se à fé e conhecer Deus e o seu projeto de salvação em Jesus Cristo. No Evangelho vem inaugurado um novo humanismo, uma autêntica “gramática” do homem e de toda a realidade. Afirma o Catecismo da Igreja Católica: “A verdade de Deus é a sua sabedoria que rege a ordem da criação e do governo do mundo. Deus que, sozinho, ‘fez o céu e a terra’, pode doar, Ele só, o verdadeiro conhecimento de cada coisa criada na relação com ele” (n. 216).

Confiemos, então, que o nosso empenho na evangelização ajude a dar nova centralidade ao Evangelho na vida de tantos homens e mulheres do nosso tempo. E rezemos para que todos redescubram em Cristo o sentido da existência e o fundamento da verdadeira liberdade: sem Deus, de fato, o homem perde a si mesmo. Os testemunhos de quantos nos antecederam e dedicaram a sua vida ao Evangelho o confirmam para sempre. É racional crer, está em jogo a nossa existência. Vale a pena se gastar por Cristo, somente Ele satisfaz os desejos de verdade e de bem enraizados na alma de cada homem: ora, no tempo que passa, e no dia sem fim da Eternidade bem aventurada.

Texto extraído da Catequese do dia 21 de novembro de 2012, do Papa Bento XVI.


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quinta-feira, novembro 22, 2012
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Libertos pelo Amor no Cristo

Estamos no penúltimo semana do Ano Litúrgico. No Domingo próximo, a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo encerrará este ano da Igreja. Pois bem, neste dia a Palavra de Deus, nos recordou que, como o ano, também a nossa vida passa, e passa veloz… E precisamos viver  a santidade. "A santidade é o adorno da tua casa!" (Sl 92, 5) Com estas palavras o salmista nos exorta com grande presteza que nos convida ao abono na certeza que temos em nosso casa uma lugar do encontro com Deus.

Este encontro com Jesus que já nos libertou, então sejamos livres. A libertação do Senhor se fez na Sua firmeza de fazer a vontade de Deus em sua morada. Você é uma pessoa firme na fé? Sua família testemunha a sua firmeza? Talvez sejam perguntas duras ou evasivas, mas como toda pergunta se deve uma resposta. 

E como responder se somos chamados também a viver na liberdade de filhos de Deus; por isso, não nos deixemos levar pela escravidão. A liberdade foi conquistada por Jesus, no entanto, ela se manifesta nas nossas escolhas. Não existe destino, há sim a liberdade de escolha, e isso vem a partir das nossas ações. Se não estivermos centrados no Cristo nossa liberdade será usada de maneira errada.

Infelizmente muitos têm usado mal a liberdade nos dias de hoje. Vemos filhos que são reflexos da vivência de seus pais. Os filhos começam cada vez mais cedo num caminho destrutivo. Eu pergunto: Qual a qualidade da sua família, como tem sido a vivência da sua família?

Na primeira leitura João escreve nos exortando assim: "Ao anjo da igreja de Sardes, escreve: Eis o que diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas. Conheço as tuas obras: és considerado vivo, mas estás morto. Sê vigilante e consolida o resto que ia morrer, pois não achei tuas obras perfeitas diante de meu Deus. Lembra-te de como recebeste e ouviste a doutrina. Observa-a e arrepende-te. Se não vigiares, virei a ti como um ladrão, e não saberás a que horas te surpreenderei. Todavia, tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes; andarão comigo vestidas de branco, porque o merecem. O vencedor será assim revestido de vestes brancas. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, e o proclamarei diante do meu Pai e dos seus anjos. Quem tiver ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao anjo da igreja de Filadélfia, escreve: Eis o que diz o Santo e o Verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi - que abre e ninguém pode fechar; que fecha e ninguém pode abrir. Conheço as tuas obras: eu pus diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar; porque, apesar de tua fraqueza, guardaste a minha palavra e não renegaste o meu nome. Eu te entrego adeptos da sinagoga de Satanás, desses que se dizem judeus, e não o são, mas mentem. Eis que os farei vir prostrar-se aos teus pés e reconhecerão que eu te amo. Porque guardaste a palavra de minha paciência, também eu te guardarei da hora da provação, que está para sobrevir ao mundo inteiro, para provar os habitantes da terra. Venho em breve. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Farei do vencedor uma coluna no templo de meu Deus, de onde jamais sairá, e escreverei sobre ele o nome de meu Deus, e o nome da cidade de meu Deus, a nova Jerusalém, que desce dos céus enviada por meu Deus, assim como o meu nome novo. Quem tiver ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao anjo da igreja de Laodicéia, escreve: Eis o que diz o Amém, a Testemunha fiel e verdadeira, o Princípio da criação de Deus. Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te. Pois dizes: Sou rico, faço bons negócios, de nada necessito - e não sabes que és infeliz, miserável, pobre, cego e nu. Aconselho-te que compres de mim ouro provado ao fogo, para ficares rico; roupas alvas para te vestires, a fim de que não apareça a vergonha de tua nudez; e um colírio para ungir os olhos, de modo que possas ver claro. Eu repreendo e castigo aqueles que amo. Reanima, pois, o teu zelo e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo. Ao vencedor concederei assentar-se comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tiver ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas." (Ap 3,1-6.14-22)


Precisamos nos libertar dos nossos costumes que não são nada cristãos. É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou. E sair em cima do muro como diz a palavra "conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te." (Ap 3, 14-15)

Assim você consegue redimensionar esta dor ou melhor esta duvida insensata e não queira que o Senhor ti vomite. E a melhor forma de redimensioná-la é entregando-se por amor aos irmãos. A dor santifica. A cruz liberta. E a vida nos ensina.

Repita comigo: “Nem todo dia é fácil ter fé. Mas eu vou persistir,  Senhor! Na Tua Paixão eu compreendo a minha dor. As tribulações não serão motivo para desânimo ou revolta, mas sim para aproximar-me de Ti. Quero e preciso do teu amor que me envolve. Queima as minhas feridas e tira do meu coração esta mornidão. Aqueça a minha fé e renova o meu ador missionário em ir até o irmão.” Amém.


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terça-feira, novembro 20, 2012
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Como ser puro em um mundo erotizado?


Um dos maiores desafios do jovem cristão é viver corretamente a sua sexualidade, principalmente quando faz parte de um mundo no qual os valores são postos de lado e há uma busca desenfreada pelo prazer. Não é fácil suportar tamanha pressão dos amigos e da mídia, mas quem consegue “segurar a onda”, percebe o quando vale a pena.

A sexualidade é algo belíssimo, deixada por Deus para ser vivida de maneira responsável. O problema começa quando a busca pelo prazer deixa de ser saudável e passa a consumir uma energia desnecessária. É o jovem quem diz não querer perder tempo e decide-se por viver o sexo sem freios, colocando-se num situação em que tudo é permitido e nenhuma responsabilidade é assumida.

Ninguém consegue se realizar como ser humano enquanto coloca os desejos da carne acima das necessidades do espírito. Os desejos sexuais, embora sendo algo belíssimo, não são saciados se deles se abusam. Os desejos espirituais, ou seja, a busca de Deus e das coisas santas, saciam-se com a procura constante. Se não soubermos equilibrar os desejos, não seremos serenos nestes últimos.


Todo jovem sonha ser feliz, mas ninguém consegue ser realmente feliz enquanto não se disciplina no uso das funções deixadas pelo Senhor. Se eu compro um carro projetado para andar na estrada e tento andar com ele na água, certamente estarei fazendo mal uso dele, e os resultados danosos não tardarão aparecer. Assim acontece também com nossa sexualidade: se for mal usada, afetará outras áreas de nossa vida.

Quem quer ser puro e viver bem sua sexualidade precisa disciplinar-se no olhar, no ouvir e no falar. Somos constantemente bombardeados por sons, imagens e leituras que nos incentivam à vivência incorreta da sexualidade, como se isso fosse vantajoso para nós. Esta mentalidade pagã, que se dissemina feito um vírus em nossa sociedade, não é garantia de felicidade eterna, mas de um prazer momentâneo, o qual, muitas vezes, deixa dor e ressentimento quando se vai.

“Quem quer ser puro e viver bem sua sexualidade precisa disciplinar-se no olhar, no ouvir e no falar”

A pureza não é uma fuga covarde das tentações, já que não é isso que pedimos ao Pai na oração ensinada por Jesus. Ser puro é viver num mundo erotizado e não se deixar contaminar por ele. Sabemos que as tentações vêm – elas sempre vêm! -, mas o jovem que está em sintonia com Deus não se apequena diante delas. E, mesmo que uma vez ou outra seja vencido por alguma, não se sente um derrotado, pois sabe que sempre lhe é dada uma nova oportunidade de lutar até vencer.


A psicologia nos ensina a sublimação dos desejos. A religião nos mostra que Deus supre nossas carências. Ninguém precisa se esconder do mundo e das pessoas temendo não suportar a pressão. Quanto mais se luta para viver bem a sexualidade, mais forte e maduro psicologicamente o jovem se torna. Suas quedas servirão de impulso para o acerto e, em pouco tempo, será também seta a direcionar outros jovens.

Sempre é tempo de mudar o leme do barco e remar para novas águas. O jovem que quer viver bem sua sexualidade precisa se decidir a abandonar tudo e todos que não lhe ajudam nesse processo e buscar tudo e todos que possam ajudá-lo. Certamente, há muita gente boa que acredita no uso sadio e correto da sexualidade. E são essas pessoas que devo enxergar como espelho, pois são elas que estão no caminho escolhido e traçado por Deus para o jovem que quer ser feliz. Você aceita o desafio?

Fonte: http://destrave.cancaonova.com/como-ser-puro-em-um-mundo-erotizado/


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segunda-feira, novembro 19, 2012
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“Três atitudes Fundamentais” – Sta. Catarina de Sena


24.5 – Três atitudes fundamentais

Desejo de ti três atitudes, a fim de não impedires o aperfeiçoamento a que te chamo e para que o demônio, sob a aparência de virtude, não instile em teu coração a semente da presunção, que poderia levar-te àqueles falsos julgamentos, que te desaconselhei (24.3). Pensando estar na verdade, errarias. Às vezes, o demônio até faz conhecer exatamente a realidade, mas para conduzir depois ao erro. A intenção do maligno é transformar-te em juiz dos pensamentos e intenções dos outros. Mas o julgamento, como disse (24.3), só a mim pertence.

24.5.1 – Não corrigir o próximo

A primeira coisa que te peço, é que retenhas tua opinião e não julgues os outros imprudentemente. Eis como deves agir: Se eu não te manifestar expressamente, não digo uma ou duas vezes, mas diversas vezes, o defeito de uma pessoa, jamais deves fazer referências sobre tal coisa diretamente à pessoa, que julgas possui-lo. Quanto aos que te visitam, corrigirás os defeitos genericamente, mediante conselhos sobre as virtudes, e isso com amor e bondade. Em caso de necessidade, usarás de firmeza, mas com mansidão. No caso de que eu te revele por diversas vezes os defeitos alheios, mas não tiveres certeza de que é uma revelação expressa, não fales diretamente sobre o caso. A fim de evitar a ilusão do demônio, segue o caminho mais seguro. O diabo pode enganar-te sob aparência de caridade, fazendo-te condenar os outros em assuntos não verdadeiros, com escândalo mesmo. Nesses casos, esteja na tua boca o silêncio.

Ao perceberes defeitos nos outros, reconhece-os primeiro em ti com muita humildade. No caso de existir realmente o pecado em alguém, mais facilmente ele corrigir-se-á se for compreendido bondosamente. A correção que não ofende, obrigá-lo-á a emendar-se. Aquela pessoa confirmará quanto querias dizer e tu mesma te sentirás mais segura, impedindo a intervenção do demônio, o qual não conseguirá enganar-te, prejudicando teu aperfeiçoamento. Convence-te de que não deves acreditar em opiniões. Ao escutá-las, atira-as para trás, nas costas; não as leves em consideração. Procura ir examinando apenas tua própria pessoa e minha bondade, tão generosa. Esta é a atitude de quem alcançou o último grau da perfeição e que, como já disse (20.2), sempre retorna ao vale do autoconhecimento. Atitude que, no entanto, não lhe impede o elevado estado de união comigo.

Esta é a primeira coisa que deves praticar, a fim de me servires na verdade.

24.5.2 – Não julgar o interior do homem

Passo a falar da segunda atitude.

Quando estiveres orando diante de mim por alguém e acontecer de perceberes a luz da graça numa pessoa e em outra não, parecendo-te que esta última está envolta em trevas, não deves concluir que a segunda se acha em pecado mortal. Teu julgamento seria muitas vezes errado.

Outras vezes, ao pedires por uma mesma pessoa, de uma feita a verás luminosa e tua alma sentir-se-á fortalecida naquele amor de caridade pelo qual o homem participa do bem do outro; numa outra vez, o espírito daquela pessoa parecerá distante de mim, como que em trevas e pecado, fato que tornará penosa tua oração em seu favor, ao quereres conservá-la diante de mim.

Este último fato pode acontecer, às vezes, devido à presença de pecados naquele por quem oras; mas na maioria dos casos será por outras razões. Fui eu, Deus eterno, que me afastei da pessoa. Conforme expliquei ao tratar dos estados da alma (18.1.2), retiro-me das almas a fim de que elas progridam no meu amor. Embora a alma continue em estado de graça, ausento-me quanto às consolações e deixo o espírito na aridez, tristonho e vazio. Quando alguém ora por tal pessoa, constumo transmitir-lhe esses mesmos sentimentos. Quero que ambos, unidos, se entreajudem no afastamento da nuvem que pesa sobre aquela alma.

Como vês, filha querida, seria iníquo e digno de repreensão, se alguém julgasse que a alma está em pecado mortal somente porque a fiz ver envolta em dificuldades, privada de consolações espirituais que possuía antes. Tu e meus servidores deveis esforçar-vos por conhecer-vos melhor, bem como, por conhecer-me. Quanto a julgamentos semelhantes, deixai-os para mim. A mim, o que me pertence; vós, sede compassivos e desejosos de minha glória e da salvação dos outros homens. Manifestai as virtudes e repreendei os vícios, tanto em vós como nos outros, segundo a maneira como indiquei acima (24.5.1). Desse modo chegareis até mim, após entender e viver a mensagem do meu Filho, a qual consiste na preocupação consigo mesmo, não com os demais. É assim que deveis agir, se pretendeis praticar a virtude desinteressadamente e perseverar na última e perfeitíssima iluminação (24.3), repleta de desejo santo, isto é, de zelo pela minha glória e pela salvação do próximo.

24.5.3 – Respeitar a espiritualidade alheia

Após discorrer sobre as duas primeiras atitudes, ocupo-me da terceira. Quero que prestes muita atenção, a fim de que o demônio e tua fraca inteligência não te façam obrigar outras pessoas a viver como tu vives. Tal ensinamento seria contrário à mensagem do meu Filho.

Ao ver que a maioria das almas segue pela estrada da mortificação, alguém poderia querer orientar todos os outros a seguirem pelo mesmo caminho. Ao notar que uma pessoa não concorda, aquele conselheiro se entristece, fica intimamente contrariado, convencido de que o fulano age mal.

Grande engano! Na realidade está mais certo quem pareceria andar errado, fazendo menos penitência. Pelo menos será mais virtuoso, sem grandes macerações, do que aquele que o fica a criticar. Já te disse (2.9) que devem ser humildes aqueles que se mortificam. Considerem as penitências como meros instrumentos, não como a meta. Normalmente, as murmurações prejudicam o aperfeiçoamento no amor. Quem se penitencia, não seja mau, não ponha sua santidade unicamente no macerar o corpo. O aperfeiçoamento encontra-se na eliminação da vontade própria. A atitude desejável para todos é que submetam a má vontade pessoal à minha vontade, tão amorosa. É isso o que eu desejo. É esse o ensinamento do meu Filho. Quem o seguir estará na verdade.

Não desprezo a penitência. Ela é útil para reprimir o corpo, quando ele se opõe ao espírito. Mas, filha querida, não a deves impor como norma. Nem todos os corpos são iguais, nem todos possuem a mesma resistência física. Um é mais forte que o outro. Como afirmei (2.9), muitas vezes motivos fortuitos aconselham a interrupção de alguma mortificação iniciada. Ora, seria falsa tal afirmação, se a penitência fosse algo de essencial para ti ou para outra pessoa. Se a perfeição estivesse na mortificação, ao deixá-la, julgaríeis estar sem minha presença, cairíeis no tédio, na tristeza, na amargura e na confusão. Deixaríeis o exercício da oração, realizando ao mortificar-vos. Interrompida assim, com tantos inconvenientes, a mortificação nem seria mais agradável ao ser retomada.

Eis o que aconteceria, se a essência da perfeição consistisse na mortificação exterior e não no amor pela virtude. Grande é o mal causado pela mentalidade, que põe na penitência o fundamento da vida espiritual. Tal mentalidade deixa a pessoa sem compreensão para com os outros, murmuradora, desanimada e cheia de angústias. Além disso, todo vosso esforço para honrar-me se basearia em ações finitas, ao passo que exijo de vós um amor infinito. É indispensável que considereis como elemento básico de vosso aperfeiçoamento a eliminação da vontade própria; submetendo-a a mim, fareis um ato de desejo agradável, inflamado, infinito para minha honra e para a salvação dos homens. Será um ato de desejo santo, que em nada se escandaliza, que em tudo se alegra, qualquer seja a situação que eu permita para vosso proveito.

Não se comportam desse modo os infelizes que seguem por estradas diferentes daquela, reta e suave, ensinada por meu Filho. Comportam-se de outro jeito: julgam os acontecimentos de acordo com a própria cegueira e com o errado ponto de vista; caminham como loucos sem tirar proveito dos bens terrenos nem gozar dos celestes. Como afirmei antes (14.11), já possuem a garantia do inferno.

24.5.4 – Resumo das três atitudes anteriores

Essa é a resposta às tuas perguntas, filha querida, sobre a maneira de corrigir o próximo sem ser enganada pelo demônio e sem conformar-te ao teu fraco modo de pensar. Disse (24.5.1) que deves corrigir o próximo genericamente, sem descer aos casos pessoais. A não ser que eu te revele expressamente a situação de pecado; mas assim mesmo, com muita humildade.

Disse também (24.5.2), e torno a repetir, que jamais deves julgar o próximo, em geral ou em particular, pronunciando-te sobre o estado da sua alma, seja para o bem como para o mal. Expliquei o motivo: o julgamento pessoal é sempre enganador. Tu e os outros servidores meus, deixai para mim todo o julgamento.

Enfim, expus a doutrina relativa ao fundamento verdadeiro da perfeição (24.5.3), o qual deves ensinar a quem te procurar desejoso de abandonar o pecado e praticar a virtude, o autoconhecimento e o conhecimento do meu ser. Ensinarás a tais pessoas, que destruam a vontade própria, que jamais se revoltem contra mim, que considerem a penitência como um meio, não como finalidade principal. Afirmei ainda que não deves aconselhar a mortificação em grau igual para todos, mas de acordo com a capacidade de cada um, em seu estado de vida. A uns pedirás pouco, a outros mais, segundo a capacidade corporal.

Pelo fato de dizer-te que só deves corrigir genericamente, não pretendo afirmar que jamais hás de corrigir pessoalmente. Serás até obrigada a fazê-lo. Quando alguém se obstina em não emendar-se, podes recorrer a duas ou três pessoas (Mt 18, 16); e se isso for inútil, apresenta o caso à jerarquia da santa Igreja. Ensinei que não deves corrigir tomando como norma teu modo pessoal de ver, teu sentimento interior; baseando-te nele, não podes mudar de opinião sobre as pessoas. Sem prova evidente ou revelação expressa, não repreendas ninguém. Tal modo de agir é o mais seguro para ti, pois ele evita que o demônio te engane com aparências de amor fraterno.

Fonte: Santa Catarina de Sena, “O Diálogo” Cap. 28. Paulus, 9ª edição, São Paulo, 2005. pp. 214-219

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quinta-feira, novembro 15, 2012
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Há um Senhor no mundo...


Aproxima-se a Solenidade da Ascensão do Senhor. No Credo professamos: “Subiu ao céu; está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos e o eu Reino não terá fim”. Que significa este mistério da nossa fé?

            Primeiramente, é muito importante observar que a Ascensão é celebrada no Tempo da Páscoa, aquele período que, no dizer de São Jerônimo, é todo ele como se fosse o dia da Páscoa. Então, a Ascensão é aspecto integrante do mistério pascal, é uma das facetas da Páscoa do Senhor. Mas, o que significa afirmar que o Senhor Jesus subiu ao céu e está sentado à direita do Pai? Ele não somente ressuscitou, mas, por sua cruz e ressurreição, foi glorificado e, na sua natureza humana, foi totalmente divinizado e constituído Senhor do céu e da terra, Senhor de todas as coisas: “Deus o constituiu Senhor e Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes” (At 2,36). Afirmar que Jesus Cristo está na glória do Pai é afirmar que ele é Senhor de todo o universo, de toda a criação, da história humana e de nossas vidas. Ele, porque se fez homem, porque entrou no nosso mundo, porque entrou na história humana é, agora, glorificado, Cabeça e Juiz do nosso mundo e da nossa história. A Ascensão é a verdadeira festa de Cristo Rei!
            Há um belíssimo texto em Ap 4,1 – 5,10 que exprime de modo impressionante tudo isso. Vejamos alguns pontos dele: “Depois disso, tive uma visão: havia uma porta aberta no céu” (4,1). Depois da morte e ressurreição do Cristo, há no céu uma porta aberta e o homem pode agora contemplar na fé o mistério do desígnio de Deus: Cristo nos abriu o caminho, ele mesmo é o caminho para a Casa do Pai. “Havia um trono no céu, e no trono, Alguém sentado...” (4,2). Trata-se do Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. O mundo - por mais maluco que pareça -, a nossa vida - por mais conflituosa que seja -, não caminham sem rumo: há Alguém no trono, há Alguém que tudo dirige e tudo conduz com sabedoria e suavidade: há um Deus no céu! “Diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo: são os sete Espíritos de Deus” (4,5). Os sete Espíritos podem ser interpretados como sendo o Espírito Santo: sete significa riqueza, plenitude, perfeição. Lâmpadas de fogo, fogo que ilumina, purifica e transfigura – eis a ação do Espírito Santo! Ele ilumina o nosso mundo, revelando e sustentando o bem e trazendo às claras o mal e o pecado, que serão queimados e destruídos. “Vi depois, na mão direita daquele que estava sentado no trono, um livro escrito por dentro e por fora e selado com sete selos” (5,1). Este livro selado contém o sentido da história humana e da nossa história pessoal: nossa vida está nas mãos de Deus. “Vi, então, um Anjo poderoso, proclamando em alta voz: ‘Quem é digno de abrir o livro, rompendo seus selos?’ Mas ninguém no céu, nem na terra ou sob a terra era capaz de abrir nem de ler o livro” (5,2-4). São palavras impressionantes: neste mundo, enquanto durar nossa história, há tantas sombras: injustiças, mortes, opressões, infidelidades... Qual o sentido de tudo isso? Qual o sentido da vida? Qual o sentido de história humana e da nossa história? Amor, ódio, vida, morte, alegria, miséria, tristeza, projetos... para onde vai tudo isso? Que é o homem? Qual o seu destino? Ninguém é capaz de desvendar cabalmente o mistério da existência... Quantas vezes somente podemos sentir o gosto amargo de perguntar pela dor do mundo e da vida sem encontrar a resposta: “Eu chorava muito, porque ninguém foi considerado digno de abrir nem de ler o livro” (5,4). “Um dos Anciãos, porém, consolou-me: ‘Não chores! Eis que o Leão da tribo de Judá, o Rebento de Davi, venceu para poder abrir o livro e seus sete selos’“ (5,5). Aqui Cristo é apresentado: ele é o Leão de Judá, o Rebento de Davi, que venceu o pecado e a morte e pode dar sentido à história humana, com suas lágrimas e alegrias. “Vi um Cordeiro de pé, como que imolado. Tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus... Ele veio então receber o livro da mão direita daquele que está sentado no trono” (5,6-7). A imagem é fantástica: o Cordeiro está imolado, foi imolado por nós, permanece num estado de contínua imolação; mas, ao mesmo tempo, de modo paradoxal, está de pé: é vencedor, é Aquele que triunfou sobre o pecado e a morte! Seus sete chifres representam a plenitude do poder e da força e os sete olhos representam a plenitude do Espírito, que tudo perscruta e julga todas as coisas. Ele recebe do Deus que está sentado no trono o poder de discernir a história humana, de julgar todas as coisas. “Digno és tu de receber o livro e de abrir seus selos, pois foste imolado e, por teu sangue,resgataste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação” (5,9). Eis o motivo pelo qual ele é digno de nos julgar: porque se comprometeu conosco, conosco conviveu, experimentando a dureza de nossa existência e por nós morreu, amando-nos até o fim. Ele pode nos julgar: conhece-nos e ama-nos; seu juízo é juízo de amor!

            A Ascensão do Senhor coloca-nos diante dessa maravilhosa realidade! Quando olhamos em torno a nós um mundo secularizado, descrente e incerto entre o cinismo e o desespero, sentimo-nos, às vezes confusos e até desanimados na fé. Não temamos: nossa existência caminha para o Cristo, nosso mundo caminha para o Cristo: ele, imolado por nós, é aquele que tem em suas mãos a nossa vida! A ele, a Igreja se confia, nele espera e nele deposita a esperança de sua vida. A todos os seus discípulos e a cada um de nós, ele diz: “No mundo tereis tribulações, mas tende coragem: eu venci o mundo!” (Jo 16,33)

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Fundador Gleydson do Blog Verbo Pai


quarta-feira, novembro 14, 2012
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Não caia no desânimo


Ser fortes de ânimo ajuda a suportar as dificuldades e superar nossos limites. Para os cristãos, Cristo é o exemplo para viver uma virtude que abre a porta a muitas outras.

“Através das dificuldades, às estrelas”. Esta conhecida frase de Sêneca expressa de modo gráfico a experiência humana de que, para conseguir o melhor, há que se esforçar, de que “o que vale, custa”, de que é preciso lutar para vencer os obstáculos e arestas que nunca deixam de se apresentar ao longo da vida, para poder alcançar os bens mais altos.

Muitas peças literárias de diversas culturas exaltam a figura do herói, que encarna de algum modo aquelas palavras da sabedoria latina, que qualquer pessoa desejaria também para si: nil difficile volenti, nada é difícil para aquele que quer.

Assim pois, no nível humano, a fortaleza é valorizada e admirada. Essa virtude, que anda de mãos dadas com a capacidade de sacrificar-se, tinha entre os antigos um perfil bem definido. O pensamento grego considerava a “andreia” como uma das virtudes cardeais, que modera os sentimentos de combate próprios do apetite irascível, e assim dá vigor ao homem para buscar o bem, mesmo que seja difícil e árduo, sem que o medo o detenha.

Pertence também à experiência humana a constatação da debilidade de nossa condição, que constitui, em certo sentido, a outra face da moeda da virtude da fortaleza. Muitas vezes temos de reconhecer que não fomos capazes de realizar tarefas que teoricamente estavam ao nosso alcance.

Dentro de nós encontramos a tendência a nos acomodar, a sermos condescendentes conosco, a renunciar ao que é trabalhoso pelo esforço que comporta. Em outras palavras, a natureza humana, criada por Deus para o cume porém ferida pelo pecado, é capaz de grandes sacrifícios ao mesmo tempo que de grandes transigências.


A Revelação cristã oferece uma resposta cheia de sentido a essa condição paradoxal da qual trata nossa existência. De um lado, assume os valores próprios da virtude humana da fortaleza, que é louvada em numerosas ocasiões na Bíblia. Já na literatura sapiencial se fazia eco dela, ao dar a entender, sob a forma de uma pergunta retórica no livro de Jó, que a vida do homem sobre a terra é uma luta (Jó 7, 1).

Com frase em certo sentido misteriosa, Jesus disse, falando do Reino de Deus, que o alcançam os que se fazem violência: violenti rapiunt (Mt 11,12). Esta ideia ficou plasmada na iconografia medieval, como acontece por exemplo na capela de todos os santos de Regensburg, onde a imagem que representa a fortaleza luta contra um leão.

Ao mesmo tempo, são numerosos os textos da Escritura que sublinham como as diversas manifestações de um comportamento forte (paciência, perseverança, magnanimidade, audácia, firmeza, franqueza, e inclusive a disposição de dar a vida) provém e só podem ser mantidas se estão ancoradas em Deus: “quia tu es fortitudo mea”, por que Tu és minha fortaleza(cf Sl 71, 3). Em outras palavras, a experiência cristã ensina que “toda a nossa fortaleza é emprestada”(São Josemaria, Caminho, n. 728.).

São Paulo expressa de modo certeiro este paradoxo, no qual se entrelaçam os aspectos humanos e sobrenaturais da virtude: “quando estou fraco, então é que sou forte”, já que, como assegurou o Senhor: “sufficit tibi gratia mea, nam virtus in infirmitate perficitur, basta-te minha graça, por que é na fraqueza que se revela a minha força” (2 Cor 12, 9-10).

O modelo e fonte da fortaleza para o cristão é portanto o próprio Cristo, que não só oferece com suas ações um exemplo constante que chega ao extremo de dar a própria vida por amor aos homens (Jo 13, 15 e 15, 13.), mas que além disso afirma: “sem mim nada podeis fazer” (Jo 5, 5).

Assim, a fortaleza cristã torna possível o seguimento de Cristo, um dia após o outro, sem que o temor, o prolongamento do esforço, os sofrimentos físicos ou morais, os perigos, obscureçam no cristão a percepção de que a verdadeira felicidade está em seguir a vontade de Deus, ou o afastem dela. A advertência de Jesus Cristo é clara: “Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que todo aquele que vos tirar a vida julgará prestar culto a Deus” (Jo 16, 2).

Desde o começo os cristãos consideraram uma honra sofrer o martírio, pois reconheciam que os levavam a uma plena identificação com Cristo. A Igreja manteve ao longo da história uma tradição de particular veneração pelos mártires, que por especial disposição da Providência derramaram seu sangue para proclamar sua adesão a Jesus, oferecendo assim o maior exemplo não só de fortaleza, mas também de testemunho cristão (Catecismo da Igreja Católica, n. 2473). 

Mesmo que não tenham faltado em cada época histórica, incluída a nossa, essas testemunhas do Evangelho, o fato é que, na vida corrente na qual a maior parte dos cristãos se encontra, dificilmente chegaremos a essas condições.

Não obstante, como recordava Bento XVI, há também um “martírio da vida cotidiana”, de cujo testemunho o mundo de hoje está especialmente necessitado: “o testemunho silencioso e heroico de tantos cristãos que vivem o Evangelho sem compromissos, cumprindo seu dever e dedicando-se generosamente ao serviço aos pobres”.

Neste sentido, o olhar se dirige à Santa Maria, pois Ela esteve ao pé da Cruz de seu Filho, dando exemplo de extraordinária fortaleza sem padecer a morte física, de modo que pode dizer-se que foi mártir sem morrer, segundo o teor de uma antiga oração litúrgica. “Admira a firmeza de Santa Maria: ao pé da cruz, com a maior dor humana – não há dor como a sua dor -, cheia de fortaleza.- E pede-lhe dessa firmeza, para que saibas também estar junto da Cruz. (São Josemaria, Caminho, n. 508).

Santi S. 
Fonte: http://www.opusdei.org.br

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terça-feira, novembro 13, 2012
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Obediência e liberdade


Os dois caminhos

Um escrito cristão do século I, chamado a Didaqué ou Doutrina dos doze Apóstolos, começa assim: «Há dois caminhos: um da vida e outro da morte. A diferença entre ambos é grande». O caminho da vida – explica – consiste em amar a Deus e ao próximo e observar todos os outros mandamentos. Pelo contrário, quem despreza os mandamentos da lei de Deus e se entrega às paixões, hipocrisias, orgulho, adultério, rapinagens, etc., esse envereda pelo caminho da morte. «Filho, fica longe de tudo isso», exorta o autor anônimo desse antiquíssimo texto catequético (I e II).

Como os primeiros cristãos, procuremos compreender o roteiro que os mandamentos da Lei de Deus nos indicam como «caminho da vida».

Servindo-nos de uma comparação, vamos imaginar esse «caminho da vida» como uma moderníssima estrada. Podemos pensar numa das grandes rodovias que percorrem o Brasil, por exemplo, a rodovia Belém-Brasília (supondo-a bem conservada).

Tal como acontece com qualquer outra auto-estrada, essa permite ao viajante chegar em tempo ao seu destino. Se não houvesse estrada nenhuma, mas apenas a natureza em estado bruto, o viajante ficaria perdido entre matas, capoeiras, brejos, rios e montes, e jamais chegaria ao termo da viagem, ou – como os antigos bandeirantes – demoraria muitos meses até alcançá-lo.

O comerciante desvairado

Pensemos agora num comerciante que, dizendo encaminhar-se para Belém do Pará, saísse de Brasília e, uma vez na estrada, comentasse com a esposa, sentada no banco ao lado: – “Vamos a Belém, meu bem, mas eu não estou para aguentar imposições. Estas faixas brancas no asfalto, essas placas, essas sinalizações todas me abafam. Nada de normas rígidas, minha querida. Independência ou morte! Liberdade!”

Nisso, em coerência com os seus devaneios libertários, o nosso motorista resolve sair das “normas rígidas” e acelera em direção à margem direita da estrada, perpendicularmente, como se fosse uma garça, capaz de levantar vôo acima de guard-rails, muretas, árvores e construções. O desfecho é fácil de prever: não conseguirá percorrer uns poucos metros sem se espatifar, acabando com a viagem, com o veículo, consigo mesmo e com a esposa.

Pois bem, os Mandamentos, são a estrada que o próprio Deus idealizou, traçou, rasgou e sinalizou para a breve viagem da vida, rumo à eternidade. Essa estrada – se nós a seguimos – conduz-nos a cada passo para mais perto da nossa perfeição, até levar-nos à plenitude da vida eterna.

Obviamente, como toda a autêntica estrada, tem umas margens, está traçada dentro de uns limites. Se os ultrapassamos ou os burlamos, enganamo-nos a nós mesmos e acabamos com a viagem. Quando o Mandamento diz “Não matarás”, “Não roubarás”, “Não mentirás”, “Não cometerás adultério”…, não está, de maneira nenhuma, nos limitando, mas nos encaminhando. Marcando margens além das quais só há descaminho e morte, permite-nos correr pela rota certa e avançar sempre mais, rumo ao horizonte sem fim.

Este sentido eminentemente positivo do bom caminho da vida, está perfeitamente indicado pela própria lei de Deus. Nas rodovias de asfalto, lê-se, com letras e setas: “Para Belo Horizonte”, “Para Goiânia”, “Para Fortaleza”…

No caminho da lei divina, mesmo nas “placas” onde se diz “Não”, um viajante lúcido e sensato saberá ler a verdadeira indicação: “Para o amor”, “Para a compreensão”, “Para a fidelidade”, “Para a verdade”, “Para a generosidade”… E, na placa principal, encontrará os dizeres mais claros, que são a meta e a iluminação de todas as outras: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas (Mt 22, 36-39).

Um não que permite dizer sim

Cada proibição que os Mandamentos formulam, quando bem entendida, é o não imprescindível para poder dizer um sim amoroso e feliz. Se Deus nos proíbe que odiemos, e nos manda dizer não ao ódio, é para que possamos dizer um sim  ao amor, para que fiquemos liberados para o amor. Se Deus nos diz: “Não pecarás contra a castidade”, “Não cometerás adultério”, é para que, dizendo não ao sexo egoísta, possamos dizer sim ao amor profundo e fiel, vivido com a alma e com o corpo, dentro do matrimônio santo, generoso e fecundo. Dizer não à devassidão e à impureza é “afirmar jubilosamente” – como dizia Mons. Escrivá – que a castidade é própria de enamorados que sabem entregar-se e aprendem a dar-se, iluminando o mundo com o seu “dom” sorridente…

Estando, como estamos, tão propensos a saltar fora do caminho, a afundar no egoísmo, a errar e perder-nos, é natural que o fato de descobrir essas verdades nos mova a elevar a Deus um cântico de agradecimento por nos ter libertado do erro e do mal, e por ter gravado na nossa consciência o caminho claro da sua Lei divina -, os Dez Mandamentos e a “lei evangélica” que os completa e os aperfeiçoa -, pois só esta é a autêntica estrada do Amor.

E a obediência ao Amor é o caminho da Liberdade.

(Adaptação de um trecho da obra de F. Faus: A voz da consciência)

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segunda-feira, novembro 12, 2012
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A fonte da graça: o Espírito Santo


Este convite do Apóstolo dos gentios, associada a San Pedro, uma pedra angular da Igreja, como Jesus proclamou, fácil levantar nossos espíritos para as fontes de graça, isto é, o Espírito Santo, que é dedicado a todos o mundo de hoje a festa.

Assim, o evento grande Concílio ecumênico toma forma e vida na doutrina e no espírito de Pentecostes. Duas palavras em Credo dos Apóstolos são o suficiente para louvar a natureza e eficácia do Espírito Santo: Et in Spiritum Sanctum Dominum et vivificantem .

Senhor que dá a vida como parte da Trindade agosto Cum adoratur Patre et Filio simul et conglorificatur .

Senhor e aceleração em sua penetrante sob os dois Testamentos, o Velho eo Novo, como a operação continua e multiplica sua força, suavidade e graça na Igreja Santo, que é sua esposa abençoada.

A primeira operação do Espírito Santo na Igreja é a seleção e eleição de membros para fazer parte dele. Todas as perspectivas missionárias abrindo diante de nós, e do Espírito Santo ilumina e luzes.

Sua luz brota das primeiras palavras do Livro dos Atos dos Apóstolos . Diz-se dos primeiros discípulos de Jesus, a coluna eo fundamento da Igreja, que escolheu Apostolis praecipiens por Spiritum Sanctum, Quos elegit . Movido pelo Espírito Santo, tomou as suas disposições sobre os apóstolos que escolhera ( Atos 1.2).

No dia de Pentecostes, eram três mil escolhido. Poucos dias depois, mais cinco mil se juntaram a eles por meio da pregação de Pedro e João sob o pórtico do templo. Após os judeus, eles são associados com o gentio, a reunião do centurião Cornélio, que é batizado com seus companheiros. Após essas conquistas iniciais, que podem acompanhar o andamento do impetuoso Divino Espírito precede, acompanha os missionários que penetram as almas de seus ouvintes e dilatando as lojas da Igreja Católica para os confins da terra, através de todos séculos de história? O caminho da Santa Igreja de Cristo ao longo dos últimos 20 séculos, por vezes, com freqüência, ou melhor, quase sempre, é marcado com sangue e lágrimas. Mas sempre o testemunho verdadeiro dos escritores da igreja primitiva: Sanguis martyrum, sêmen est christianorum . O sangue dos mártires é semente de cristãos (cf. Terc. Apol. L; Migne PL 1,534).

Observe o que está acontecendo diante dos nossos olhos, nossos ouvidos ouvem. Nos últimos séculos antes dos tempos modernos, certamente a natureza humana, inclinado para a transgressão do erro e do pecado, chocou violentamente com a graça espiritual e celestial, que sempre preserva sagrada, a Santa Igreja. Mas veja o que acontece. Nos países que cresceram e foram ótimas para o seu trabalho, que deve tudo o que tem sido e continua a ser para eles a sua maior honra, encontrado aqui e ali incompreensões, dificuldades e até mesmo opressão severa contra a liberdade de religião, o pensamento e ensino.

Não acredito que o Espírito Santo vai deixar a ruína ameaçadora.

O sucessor humilde de São Pedro não pode ir pessoalmente visitar os diferentes países do mundo, cuja principal aplicação leva em si mesmo, mas todos os representantes de diferentes continentes conhecem o caminho de Roma, capital do mundo católico e, assim como Paulo e Barnabé , a quem nos referimos no início desta conversa, retornar ao Vaticano para contar as maravilhas da graça de apostolado e maravilhas da prática, que sempre se move, as virtudes teologais e cardeais, as obras de misericórdia são garantia da verdadeira civilização.

A Santa Igreja Católica está em algum mundo grave e doloroso de dificuldades e oposição daqueles cuja imediata pais e avós se seu afeto materno. Não acredito que o Espírito Santo deixou ou vai deixar. Como podemos explicar, se não pelo sopro do Espírito que dá vida, o aumento a cada ano de vocações para o apostolado? Como explicar esse fervor abordagem, a evidência de que temos todos os dias, pelos irmãos separados no centro de unidade religiosa, a UNAM, sanctum, et Apostolicam Ecclesiam Catholicam ? Este evento feliz das almas de volta mais comuns de Roma como o centro de unidade religiosa se ​​liga a outro país em outros infiéis tempo e agora visitado pela luz do Evangelho.

sexta-feira, novembro 09, 2012
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Oração da Semana: O Credo, Símbolo da Fé

“O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair para si o homem e somente em Deus o homem encontrará a verdade e a felicidade que busca sem parar” (CIC n. 27). Lançai sobre ele toda a vossa preocupação, pois é ele quem cuida de vós (cf.1Pd 5,5b-7).


Protegei-nos Senhor, Como a pupila dos olhos. Guardai-nos, defendei-nos, sob a vossa proteção. Como a pupila dos olhos. Glória ao Pai e ao filho e ao espírito Santo; Protegei-nos Senhor, Como a pupila dos olhos. Guardai-nos, defendei-nos, sob a vossa proteção.

“O Símbolo denominado niceno-constantinopolitano tem sua grande autoridade no fato de ter resultado dos dois primeiros Concílios ecumênicos (325 e 381). Ainda hoje ele é comum a todas as grandes Igrejas do Oriente e do Ocidente” (Catecismo da Igreja Católica n° 195).



CREDO Símbolo da Fé: rezemos constantemente e alimentemos a nossa fé no Deus vivo e verdadeiro. É preciso que o Credo, o Símbolo da Fé, seja mais conhecido, compreendido e rezado.

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, 
Criador do céu e da terra, 
de todas as coisas visíveis e invisíveis. 
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, 
Filho Unigênito de Deus, 
nascido do Pai antes de todos os séculos: 
Deus de Deus, luz da luz, 
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, 
gerado não criado, 
consubstancial ao Pai.

Por Ele todas as coisas foram feitas.

E, por nós, homens, e para a nossa salvação, 
desceu dos céus: 
e encarnou pelo Espírito Santo, 
no seio da Virgem Maria, 
e se fez homem. 
Também por nós foi crucificado
sob Pôncio Pilatos; 
padeceu e foi sepultado. 
Ressuscitou ao terceiro dia, 
conforme as escrituras; 
E subiu aos céus, 
onde está sentado à direita do Pai. 
E de novo há de vir, em sua glória,
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo, 
Senhor que dá a vida, 
e procede do Pai; 
e com o Pai e o Filho
é adorado e glorificado: 
Ele que falou pelos profetas.

Creio na Igreja una, santa, 
católica e apostólica. 
Professo um só batismo
para remissão dos pecados. 
Espero a ressurreição dos mortos; 
E a vida do mundo que há de vir. Amém.

Que o Deus da esperança vos encha da alegria e da paz em vossa vida da fé (Rm 15,13).


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quinta-feira, novembro 08, 2012
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A Cura na Fé e Esperança


Precisamos ter fé e acreditar que o amor nos leva a união com Deus. “É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início no Batismo (cf. Rm 6, 4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua própria glória quantos crêem n’Ele (cf. Jo 17, 22).” (Carta Apostolica Porta Fidei, Papa Bento XVI)

Quando Deus coloca em nós o sopro da vida a nossa alma, ela vem acompanhada com as virtudes como diz São Paulos aos Gálatas: “caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei” (Gl 5,22-23).

A cura interior é a boa nova de Deus para os povos! O Homem precisa estar em Deus e viver para Deus. « Se vês a caridade, vês a Trindade » — escrevia Santo Agostinho. “Desde modo, se atuaria a promessa dos « rios de água viva » que, graças à efusão do Espírito, haviam de emanar do coração dos crentes (cf. Jo 7, 38-39). De fato, o Espírito é aquela força interior que harmoniza seus corações com o coração de Cristo e leva-os a amar os irmãos como Ele os amou, quando Se inclinou para lavar os pés dos discípulos (cf. Jo 13, 1-13) e sobretudo quando deu a sua vida por todos (cf. Jo 13, 1; 15, 13).” (Encíclica Deus Caritas Est, Papa Bento XVI)

Quando a gente não se sente amado por aqueles que estão ano nosso redor, começamos a nos comparar com elas. Jesus também foi extremamente rejeitado pelo seu povo, mas Ele não deixou que a rejeição destruísse a sua missão. Pelo contrário, Jesus utilizou das virtudes citadas acima para cumprir com sabedoria a sua missão.

Do nosso pecado, vem a primeira grande ferida emocional, que se chama-se rejeição.

A segunda feria é o complexo de inferioridade, a pessoa começa a nivelar por baixo, se achando pior, e menos capaz que os outros. Esta nos impulsiona a julgar e a condenar as outras pessoas! A nossa cura se da a partir de agora! São Paulo diz em sua carta aos Efésios: “Renunciai à vida passada, despojai-vos do homem velho, corrompido pelas concupiscências enganadoras" (Ef 4,22). 

Deus quer fazer com que você viva uma vida nova a partir de agora! Ele que fazer o novo em sua vida! “O homem foi criado para uma realidade grande, ou seja, para o próprio Deus, para ser preenchido por Ele. Mas, o seu coração é demasiado estreito para a grande realidade que lhe está destinada. Tem de ser dilatado. « Assim procede Deus: diferindo a sua promessa, faz aumentar o desejo; e com o desejo, dilata a alma, tornando-a mais apta a receber os seus dons ».”( Encíclica Spe Salvi, Papa Bento XVI)

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quarta-feira, novembro 07, 2012
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Deus quer fazer de ti um santuário do seu Amor


“Grande é o Senhor e digno de todo louvor, na cidade de nosso Deus. O seu monte santo, colina magnífica, é uma alegria para toda a terra. O lado norte do monte Sião é a cidade do grande rei. “ (Sl 47,2-3)

É isso que Deus quer fazer em nossas vidas, meus irmãos. Fazer de nós uma montanha santa, um lugar de alegria onde reina a paz e o amor, uma verdadeira morada de Deus. Mesmo que você se sinta a pior das pessoas, Deus não te condena. Ele te ama e tem o poder de fazer de ti um santuário de seu Amor!

Em uma das aparições de Jesus aos seus discípulos depois da sua Ressurreição, eles estavam pescando e nada pegaram. Então Jesus, que estava na praia, mandou que lançassem a rede do lado direito e assim os discípulos fizeram. Quase não conseguiram carregar as redes de tanto peixe que haviam pegado. Quando chegaram à praia viram que já tinha brasa pronta, peixe e pão mas mesmo assim Jesus disse “ trazei aqui alguns dos peixes que agora apanhastes” (Jo 21,10).

Esta palavra vem dizer para nós que Deus já tem tudo pronto. Ele é pleno, Nele há majestade, mas mesmo assim Ele nos pede um pouco do que nós temos. Talvez o que nós temos não seja nada, mas Deus pega o nosso nada e mistura com o tudo d’Ele e faz de nós uma verdadeira potência do seu amor!

Se o que você tem é apenas o seu pecado, entregue-o a Deus. Onde abundou o pecado superabundou a graça e tudo isso porque “Grande é o Senhor e digno de todo louvor, na cidade de nosso Deus. O seu monte santo, colina magnifica, é uma grande alegria para toda a terra. O lado norte do monte Sião é a cidade do grande rei.” ( Sl 47,2-3).

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terça-feira, novembro 06, 2012
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A Felicidade Completa


“Senhor, nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o Criador de todas as coisas”. Assim começa a liturgia da Igreja no trigésimo terceiro domingo do tempo comum, celebrado neste final de semana. Em palavras tão concisas, vem à tona a concepção da felicidade contida na mensagem que o Cristianismo oferece a todas as gerações, especialmente adequada ao tempo em que vivemos, tão rico de capacidades técnicas e científicas, aliadas ao risco que o uso do poder, hoje como ontem, significa para o ser humano.

Optar pelo serviço a Deus, acima de qualquer coisa, é proposta ousada, cuja fonte só pode ser o salto da fé, pois quem a aceita caminhará pela vida como se visse o invisível (Cf. Hb 11, 1-40). Esta escolha condicionará as decisões a ser tomadas no dia a dia, orientando-as por valores que significam nadar contra a correnteza, mesmo sabendo que, muitas vezes, contravalores são oferecidos como uma verdadeira avalanche. Uma mãe de família, refletindo sobre a educação dos filhos, observou, com expressão muito forte, ser “concorrência desleal” o que os filhos recebem fora do âmbito familiar. Suas armas serão a palavra e o exemplo, aliadas à intensa oração, na certeza de que o bem que foi plantado na família florescerá.

Servir a Deus significa, no miúdo da vida diária, fazer a Sua vontade, que se expressa de modo bem concreto no amor ao próximo. O cristão poderá ser feliz e melhorar o mundo se abrir bem os olhos sem deixar ninguém passar em vão ao seu lado. Pode ajudar concretamente com gestos, bens, iniciativas, criatividade? Que ele dê o primeiro passo. Pode dar sua opinião? Comece pela visão do bem existente em torno de si. Deve criticar? Faça-o com respeito, sem julgar intenções preparando-se para a bonita surpresa que Deus lhe prepara, quando descobrir o bem escondido existente nas pessoas ou situações analisadas. Cabe-lhe um espaço de decisão na sociedade, na política, na Igreja? Ocupe-o com competência, humildade e dedicação, fazendo frutificar o bem em todas as partes, sensível ao bem comum. Encerraram-se seu tempo e possibilidades de exercer uma atividade? Não tenha receio de dizer “fiz o que devia fazer” (Cf. Lc 17, 10) e abrir-se para novos desafios, sem apegos! Os desdobramentos da escolha do serviço a Deus se multiplicam e o Espírito Santo sugerirá outros passos a serem dados. Basta a docilidade!

Nossa alegria consista em servir a Deus de todo o coração! A alegria não se confunde nem se esgota na satisfação superficial e nem mesmo no prazer. É mais belo o rosto franzido de alguém que trabalhou e se cansou com um dia inteiro de trabalho ou um rosto suado do que o olhar da pessoa preguiçosa. O livro dos Provérbios (12, 14-28) já constatava: “Cada um se fartará de bens segundo as suas palavras, e em proporção a seu trabalho receberá a recompensa. O proceder do insensato é reto aos seus olhos, mas quem é sábio atende aos conselhos. O tolo demonstra logo a sua raiva, enquanto o esperto dissimula a ofensa. Quem profere a verdade manifesta a justiça; a testemunha mentirosa sustenta a falsidade. Falastrão falando dá golpe de espada, a língua dos sábios produz a cura. Quem diz a verdade permanece para sempre, a língua mentirosa não vai longe. É falso o coração dos que tramam o mal; aos que promovem a paz, porém, acompanha-os a alegria. Nenhuma desgraça sobrevirá ao justo, mas os ímpios serão repletos de males. São uma abominação para o Senhor os lábios mentirosos; os que agem fielmente, porém, lhe agradam. 

A pessoa hábil esconde o conhecimento, enquanto o coração dos tolos solta besteiras. A mão dos que se esforçam chega ao poder; a dos preguiçosos, porém, acaba na escravidão. A aflição no coração deprime a pessoa, mas uma palavra de animação lhe traz alegria. O justo conduz o amigo para a retidão, enquanto o caminho dos maus os desorienta. O preguiçoso nem sequer cozinha a sua caça; quem é esforçado, porém, adquire uma fortuna valiosa. Na senda da justiça está a vida, enquanto a estrada larga conduz à morte”.

Felicidade completa só virá no serviço a Deus, Criador de todas as coisas, doador e provedor de todos os talentos. “Servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar de minha alegria” (Mt 25, 21).


Textro extrado do site cancão nova autor: Dom Alberto Taveira Corrêa - Arcebispo de Belém - PA.

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segunda-feira, novembro 05, 2012
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Reze O Terço das Almas


“Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar”. (São João 14,1-2).

Hoje dia de memória dos fiéis defuntos, onde lembramos dos nossos entes queridos que já faleceram. Essa Palavra de Jesus conforta muito o nosso coração, pois a morte é algo doloroso e a nossa maior esperança é a RESSURREIÇÃO! E saber que estas almas agora não podem mais fazer nada por elas mesmas, mas nós na comunhão dos santos, podemos rezar por elas. Por isso, hoje quero propor para você este Pai Nosso das almas.

O Beato João Paulo II, no dia de finados de 1997 disse: “A tradição da Igreja exortou sempre a rezar pelos mortos. O fundamento da oração de sufrágio encontra-se na comunhão do Corpo Místico… Por conseguinte, recomenda a visita aos cemitérios, o adorno dos sepulcros e o sufrágio, como testemunho de esperança confiante, apesar dos sofrimentos pela separação dos entes queridos” (LR, n. 45 , de 10/11/91).

No Creio:
Dulcíssimo Jesus, pelo suor e sangue que derramastes no Horto das Oliveiras, tende piedade das almas do Purgatório!

Nas Ave-Marias:
Jesus, Maria eu Vos amo! Salvai almas!

No primeiro Pai Nosso:
Dulcíssimo Jesus, pelas dores da Vossa crudelíssima flagelação, tende piedade das almas do Purgatório!

No segundo Pai Nosso:
Dulcíssimo Jesus, pelas dores da Vossa coroação de espinhos, tende piedade das almas do Purgatório!

No terceiro Pai Nosso:
Dulcíssimo Jesus, pela dores que sofrestes no caminho do Calvário, tende piedade das almas do Purgatório!

No quarto Pai Nosso:
Dulcíssimo Jesus, pelas dores da Vossa penosíssima agonia, tende piedade das almas do Purgatório!

No quinto Pai Nosso:
Dulcíssimo Jesus, pelas imensas dores que sentistes expirando na Cruz, tende piedade das almas do Purgatório!

Na Salve Rainha:
Dulcíssimo Jesus, pelas últimas gotas de Sangue do Vosso Coração transpassado pela lança, tende piedade das almas do Purgatório!


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domingo, novembro 04, 2012
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Pe. Estevão deixa Saudades

O sacerdote italiano Padre Estevão faleceu nesta tarde de domingo, 04. A informação foi divulgada pela secretaria da paróquia São Sebastião do Gama-DF.


Um padre que viveu seu magistério na misericórdia e no amor pelos filhos de Deus. Sempre era encontrado aliviando o sofrimentos dos pecadores pelo sacramento da penitencia. 



"Foram estes os doces atrativos com que o Senhor houve por bem chamar-me... e animar-me à voluntária oblação de todo o meu ser... Esta foi a consolação com que Ele me estimulou a superar os não fáceis obstáculos.... Queira Deus que sejam esses também os doces vínculos que unam os vossos corações em santa harmonia." (Beato Ludovico Pavoni)

Hoje  oramos por mais este intercessor que Deus chamou para esta no céu.


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Dia de Todos os Santos

Como reza a Liturgia de hoje, a Igreja tem "a alegria de celebrar, numa única festa, os méritos e a glória de todos os Santos" (Oração da Colecta): não apenas daqueles que ela proclamou ao longo dos séculos, mas também dos inúmeros homens e mulheres cuja santidade, escondida neste mundo, é bem conhecida de Deus e resplandece no seu Reino eterno.

No clima espiritual da comunhão dos Santos, é-me grato recordar os nove Irmãos e Irmãs que foram canonizados durante o último ano: Afonso de Orozco, Inácio de Santhiá, Umile de Bisgnano, Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Benedita Cambiagio Frassinello, Pio de Pietrelcina, Pedro de São José Betancur, João Diogo de Guadalupe e José Maria Escrivá de Balaguer.

Pensando nestas luminosas testemunhas do Evangelho, damos graças a Deus, "fonte de toda a santidade", por os ter concedido à Igreja e ao mundo. Através do seu exemplo, eles mostram que "todos os fiéis como ensina o Concílio são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade" (Lumen gentium, 40), tendendo para a "medida alta" da vida cristã ordinária (cf. Carta Apostólica Novomillennio ineunte, 31).

A solenidade do dia de hoje convida-nos a dirigir o olhar para o Céu, meta da nossa peregrinação terrestre. É ali que nos espera a comunidade dos Santos. É ali que nos encontraremos de novo com os nossos queridos defuntos, pelos quais se deverá elevar a oração na grande comemoração litúrgica do dia de amanhã.

Nestes dias, os fiéis cristãos e as famílias vão aos cemitérios, onde jazem os restos mortais dos seus parentes, na expectativa da ressurreição final. Também eu retorno espiritualmente aos túmulos dos meus entes queridos, onde tive a ocasião de me deter recentemente, durante a minha viagem apostólica a Cracóvia.

Porém, o dia 2 de Novembro exige que não esqueçamos, aliás, num certo sentido, privilegiemos na oração as almas de muitos defuntos que ninguém recorda, para os confiar ao abraço da Misericórdia divina. Penso, de maneira particular, naqueles que, durante o ano passado, deixaram este mundo. Rezo sobretudo pelas vítimas dos acontecimentos sangrentos que, nos meses passados e também nestes dias, continuaram a afligir a humanidade. A comemoração de todos os defuntos não pode deixar de ser uma invocação de paz conjunta: paz para quem já viveu, paz para quem vive e paz para quem há-de viver.

Na glória do Paraíso resplandece a Virgem Maria, que Cristo coroou como Rainha dos Anjos e dos Santos. É para Ela, "sinal de esperança segura e de consolação" (Lumen gentium, 68), que olha a Igreja peregrina, desejosa de se reunir à Igreja do triunfo, na Pátria celestial. A Maria Santíssima confiamos todos os defuntos, a fim de que lhes seja concedida a bem-aventurança eterna.

Fonte: Vaticano.va

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quinta-feira, novembro 01, 2012
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Em que Sentido Celebramos e Rezamos pelos Mortos?

Cristo esperança de todos os que crêem, ao dizer: O nosso amigo Lázaro dorme (Jo 11,11), chama adormecidos e não mortos os que partem deste mundo. Em que sentido rezamos e celebramos pelos mortos?

Também o santo Apostolo Paulo não quer que entristeçamos a respeito dos que já adormeceram, porque a fé assegura que todos os que crêem no Cristo, segundo a Palavra do Evangelho, não morrerão para sempre. Sabemos, pela fé, que ele não está morto e nós também não morreremos. Com efeito, à voz do arcanjo e ao som da trombeta divina, descerá do céu e os que nele tiverem morrido ressuscitarão (cf.1Ts 4,16).

Que a esperança da ressurreição nos anime, pois os que perdemos neste mundo tornaremos a vê-los no outro; basta para isso cremos no Senhor com verdadeira fé, obedecendo aos seus mandamentos. Para ele, todo-poderoso, é mais fácil despertar os mortos que acordarmos nós os que dormem. Dizemos essas coisas e, no entanto, levados não sei por que sentimento desfazemo-nos em lagrimas e a saudade nos perturba a fé. Como é miserável a condição humana e nossa vida sem Cristo torna-se sem sentido!

Ó morte, que separas os casados e, tão dura e cruelmente, separas também os amigos! Mas teu poder já está esmagado! Teu domínio impiedoso foi aniquilado por aquele que te ameaçou com o brado de Oséias: Ó morte, eu serei a tua morte! (Os 13,14 Vulg.). Nós também podemos desafiar-te com as palavras do Apostolo: Ó morte, onde está a tua vitória? Onde está o teu aguilhão? (1Cor 15,55).

Quem te venceu nos resgatou, ele que entregou sua amada vida às mãos dos ímpios, para fazer ímpios seus amigos. São inúmeros e varias as expressões da Sagrada Escritura que nos podem consolar a todos. Basta-nos, porem, a esperança da ressurreição e termos os olhos fixos na glória de nosso Redentor. Pela fé já nos consideramos ressuscitados com ele, conforme diz o Apostolo: Se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele (Rm 6,8).

Já não nos pertencemos, mas somos daquele que nos redimiu. Nossa vontade deve sempre depender da sua. Por isso dizemos ao rezar: Seja feita a vossa vontade (Mt 6,10). Pela mesma razão, devemos dizer como Jó, quando choramos alguém que morreu: O Senhor deu o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor (Jó 1,21). Façamos nossas estas palavras dele, a fim de que, aceitando como ele a vontade do Senhor, alcancemos um dia semelhante recompensa.
Das Cartas de São Bráulio de Saragoça, bispo Séc. VII.

Padre Paulo Ricardo, Sacerdote da Diocese de Cuiabá, fala sobre a oração pelos fiéis defuntos.


O que diz o Catecismo da Igreja:
1681. O sentido cristão da morte é revelado à luz do mistério pascal da morte e ressurreição de Cristo, em quem pomos a nossa única esperança. O cristão que morre em Cristo Jesus “abandona este corpo para ir morar junto do Senhor”.

1682. O dia da morte inaugura para o cristão, no termo da sua vida sacramental, a consumação do seu novo nascimento começado no Batismo, o definitivo “assemelhar-se à imagem do Filho”, conferido pela unção do Espírito Santo e pela participação no banquete do Reino, antecipada na Eucaristia, ainda que algumas derradeiras purificações lhe sejam ainda necessárias, para poder vestir o traje nupcial.

1683. A Igreja que, como mãe, trouxe sacramentalmente no seu seio o cristão durante a sua peregrinação terrena, acompanha-o no termo da sua caminhada para entregá-lo “nas mãos do Pai”. E oferece ao Pai, em Cristo, o filho da sua graça, e depõe na terra, na esperança, o gérmen do corpo que há de ressuscitar na glória. Esta oblação é plenamente celebrada no sacrifício eucarístico, e as bênçãos que o precedem e o seguem são sacramentais.

Em todas as Santas Missas,  nas diversas Orações Eucaristicas a Igreja reza pelos fiéis defuntos: Lembrai-vos também dos (outros) nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face (Oração Eucar[istica II). A todos que chamastes pra outra vida na vossa amizade, e aos marcados com o sinal da fé, abrindo vossos braços, acolhei-os. Que vivam para sempre bem felizes no reino que pra todos preparastes (Oração Eucar[istica V).

Oração: "Ó Deus escutai com bondade as nossas preces e aumentai a nossa fé no Cristo ressuscitado, para que seja mais viva a nossa esperança na ressurreição dos vossos filhos e filhas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém."

Fonte: Blog Padre Luizinho

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