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Quando a convivência, não é sadia, a sociedade se torna doente.

Qual é a verdadeira preparação para a festa da Páscoa? A verdadeira preparação e acolher na nossa vida o fruto da Páscoa, que e o Dom da vida de Jesus para o perdão dos pecados do mundo e para renovação da vida humana. Por isso nós somos chamados hoje à caminhada de quarenta dias, buscando a conversão à renovação.

Como Jesus diz no Evangelho isso não é questão de aparência, e questão de coração. Não é na aparência de um rosto triste que se agrada a Deus porque está jejuando, mas é naquela intenção interior do coração, que faz com que a pessoa jejue, com intenção clara, de desprender-se dos apegos e das inclinações, por fim as coisas matérias, para deixar-se preencher pelo bem que é verdadeiro que é infinito.

E assim, amar a Deus amando o próximo, partilhando, sendo solidário. Em uma sociedade que vive no meio da busca do acumular e no competir para ter mais que os outros, precisamos ser mais fraternos partilhando todos os dom da criação o dom de Deus.

Jesus nos chama a atenção que a verdadeira oração que deve marcar esse tempo em preparação para Páscoa: a vivência dos dons da Páscoa, a renovação da nossa vida em Cristo, e uma oração que não deve se de aparência, mais aquela que convida no interior no nosso quarto e não nas esquinas das praças. Não é para aparecer que rezamos, mas é diante de Deus, que nós nos colocamos na intimidade verdadeira com Ele, para que essa oração nos faça ouvir-lo e orientar nossa vida.

Por isso Jesus fala da verdadeira esmola, uma esmola que não simplifica em dar coisas, mas expressar o amor aos irmãos. Não é só dar os bens para os pobres que agrada a Deus, mas o bem feito com caridade e a caridade é o amor Divino em nossos corações. Fazer por amor de Deus, por amor aos irmãos, à caridade que enche nossos corações. Mais do que uma preparação é uma graça da vivência, que é uma graça Pascal de Jesus que recebemos no nosso Batismo.

Para nos dar mais ênfase à vivência da Quaresma a Igreja do Brasil se propõe no meio da sociedade a Campanha da Fraternidade, que é a fraternidade humana onde ela está sendo ferida, onde ela não está sendo vivida, para nos chamar a atenção como as palavras de Jesus nesse tempo Quaresmal ” Convertei-vos e crede no Evangelho’’.

Como é que nós nos convertemos? Quando cremos no Evangelho e vivemos a fraternidade, uma fraternidade universal, a fraternidade que é reconhecimento do próximo como a si mesmos é o reconhecimento da pessoa humana e o mais próxima.

Cada ano a Campanha da Fraternidade toca no ponto da fraternidade ferida e neste ano, o tráfico de pessoas humanas. Um assunto muito sério,  que nós teremos esses dias da Quaresma, para entende sobre ele. Nós somos chamados a saber que pessoas humanas não são mercadoria, pessoas humanas são imagem e semelhança de Deus, e por nenhum motivo a pessoa humana não pode se vendida, ser  comprada, nem utilizada e manipulada por interesse.

Isso tem forma de crime organizado, mas ele começa no pequeno da vida nossa de cada dia. Quando as pessoas por dinheiro ou emocionalmente manipulam outros elas começam a escravizar-las. Pode escravizar as pessoa por dinheiro, se pode escravizar as pessoas pelo poder da autoridade, e se pode escravizar as pessoas pela sensualidade.

Esse tráfico humano de escravização que este ano nós somos chamados a ouvir, ter um olhar sensível e honesto diante da sociedade, buscando viver os valores do Evangelho para erradicarmos essa urgência gravíssima, contra as pessoas humanas que destroem a sociedade.

 Por que a sociedade e feita de convivência, respeitosa entre as pessoas.  Quando essa convivência, não é sadia, a sociedade se torna doente, com todas as consequências dessas doenças, que nós conhecemos todas as formas de violência e de destruição.

Nós temos como motivação na nossa Arquidiocese para viver a Quaresma e no a Campanha da Fraternidade o Ano da esperança, ‘ a esperança é aquela que não engana, é o fundamento da nossa fé’.

A nossa esperança verdadeira é Jesus Cristo é Dele que nós podemos esperar futuro, podemos esperar como diz a própria Palavra de Deus, ‘’novos céus e uma nova terra’’. Esperança de construir um mundo mais unido, mais fraterno, esperança de paz, esperança de harmonia, esperança de compreensão de solidariedade de valores humanos e cristão para a realização humana verdadeira.”

Dom José Antônio Tosi – Arcebispo de Fortaleza
Homilia da Missa de Quarta-feira de Cinzas - 06. março 2014.

"Deus vos abençoe!!!"
Fundador Gleydson do Blog Verbo Pai
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