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Jesus Cristo: O “Sim” de Deus para Nós e o nosso “Amém” para Deus


Deus é o autor da vida. Por sua Palavra e seu Espírito, em liberdade total, Deus dá origem à vida. Apesar do pecado humano, Deus, em fidelidade perfeita, permanece o criador da esperança de vida nova para todos. Na obra de redenção de Jesus Cristo, Deus renova sua promessa para sua criação, pois “o propósito de Deus é trazer todos os povos em comunhão consigo no âmbito de uma criação transformada” (ARCIC, Igreja como Comunhão, 16). O Espírito de Deus continua a trabalhar na criação e na redenção para atingir esse propósito de reconciliação e unidade. Assim, a raiz de toda autoridade verdadeira é a atividade do Deus trino e uno, que cria a vida em toda sua plenitude.

A autoridade de Jesus Cristo é a da “testemunha fiel”, o “Amém” (cf. Ap 1.5; 3.14) em que todas as promessas de Deus encontram seu “Sim”. Quando Paulo teve de defender a autoridade do seu ensinamento, ele o fez apontando para a autoridade digna de confiança de Deus: “Tão certo quanto Deus é fiel, nossa palavra para vós não tem sido Sim e Não. Pois o Filho de Deus, Jesus Cristo, que pregamos no meio de vós ... não foi Sim e Não; mas sempre foi unicamente Sim. Pois todas as promessas de Deus encontram seu Sim nele. É por isso que pronunciamos o Amém através dele, para a glória de Deus”( 2 Cor 1.18-20). Paulo fala do “Sim” de Deus a nós e do “Amém” da Igreja a Deus. Em Jesus Cristo, Filho de Deus e nascido de uma mulher, o “Sim” da humanidade a Deus torna-se uma realidade humana concreta. Esse tema do “Sim” de Deus e do “Amém” da humanidade em Jesus Cristo é a chave para a exposição sobre autoridade nesta declaração.

Na vida e no ministério de Jesus, que veio para fazer a vontade de seu Pai (cf. Hb 10.5-10) mesmo até a morte (cf. Fl 2.8; Jo 10.18), Deus forneceu o “Amém” humano perfeito para seu propósito de reconciliação. Em sua vida, Jesus expressou sua dedicação total ao Pai (cf. Jo 5.19). O modo como Jesus exerceu a autoridade em seu ministério terreno foi percebido por seus contemporâneos como algo de novo. Foi reconhecido em seus poderosos ensinamentos e em sua palavra de cura e libertação (cf. Mt 7.28-29; Mc 1.22,27). Acima de tudo, sua autoridade foi demonstrada por seu serviço abnegado em amor sacrificial (cf. Mc 10.45). Jesus falava e agia com autoridade por causa de sua comunhão perfeita com o Pai. Sua autoridade veio do Pai (cf. Mt 11.27; Jo 14.10-12). É ao Senhor Ressuscitado que toda autoridade é concedida no céu e na terra (cf. Mt 28.18). Agora Jesus Cristo vive e reina com o Pai, na unidade do Espírito Santo; ele é a Cabeça de seu Corpo, a Igreja, e Senhor de toda a Criação (cf. Ef 1.18-23).

A obediência vivificante de Jesus Cristo faz surgir, através do Espírito, nosso “Amém” a Deus Pai. Nesse “Amém” através de Cristo, glorificamos a Deus, que infunde o Espírito em nossos corações como penhor de sua fidelidade (cf. 2 Cor 1.20-22). Somos chamados em Cristo a testemunhar o propósito de Deus (cf. Lc 24.46-49), testemunho esse que pode incluir para nós, também, obediência até a morte. Em Cristo, a obediência não é um fardo (cf. 1 Jo 5.3). Nasce da libertação concedida pelo Espírito de Deus. O “Sim” divino e nosso “Amém” são claramente percebidos no batismo, quando, na companhia dos fiéis, dizemos “Amém” à obra de Deus em Cristo. Pelo Espírito, nosso “Amém” como crentes está incorporado no “Amém” de Cristo, através de quem, com quem e em quem adoramos o Pai.


Texto retirado do Documento o Dom da Autoridade

"Deus vos abençoe!!!"
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