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A Relevância da Vida Afetiva

Perante o quadro social delineado encontra-se em muitas partes do mundo, nos solteiros, uma maior necessidade de cuidar da própria pessoa, de se conhecer interiormente, de viver mais em sintonia com as próprias emoções e com os próprios sentimentos, de procurar relacionamentos afetivos de qualidade; esta justa aspiração pode abrir ao desejo de se comprometer na construção de relacionamentos de doação e reciprocidade criativos, responsabilizadores e solidários, como os familiares. São relevantes o perigo individualista e o risco de viver em chave egoísta. Para a Igreja, o desafio consiste em ajudar os casais no amadurecimento da dimensão emocional e no desenvolvimento afetivo, através da promoção do diálogo, da virtude e da confiança no amor misericordioso de Deus. O pleno compromisso exigido no matrimônio cristão pode constituir um forte antídoto contra a tentação de um individualismo egoísta.

No mundo contemporâneo não faltam tendências culturais que parecem impor uma afetividade ilimitada, da qual se deseja explorar todas as vertentes, até as mais complexas. Com efeito, a questão da fragilidade afetiva é de grande atualidade: uma afetividade narcisista, instável e mutável nem sempre ajuda os protagonistas a alcançar uma maior maturidade. Preocupa uma certa difusão da pornografia e da comercialização do corpo, favorecida inclusive por um uso deturpado da internet, enquanto deve ser denunciada a situação daquelas pessoas que são obrigadas a praticar a prostituição. Neste contexto, os casais sentem-se às vezes incertos, hesitantes e têm dificuldade de encontrar modos para crescer. São muitos aqueles que tendem a permanecer nas fases primárias da vida emocional e sexual. A crise do casal desestabiliza a família e, através das separações e dos divórcios, pode chegar a provocar sérias consequências sobre os adultos, os filhos e a sociedade, debilitando o indivíduo e os vínculos sociais. Também a diminuição demográfica, devida a uma mentalidade antinatalista e promovida pelas políticas mundiais de saúde reprodutiva, não apenas determina uma situação em que não é mais assegurado o revezamento das gerações, mas também corre o risco de levar, ao longo do tempo, a um empobrecimento econômico e a uma perda de esperança no futuro. Inclusive o desenvolvimento das biotecnologias teve um forte impacto sobre a natalidade.


"Deus vos abençoe!!!"
Fundador Gleydson do Blog Verbo Pai
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