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Liberdade religiosa é prioridade para Igreja

O que é liberdade?

Segundo o Catecismos da Igreja Católica no número 1731, "a liberdade é o poder, radicado na razão e na vontade, de agir ou não agir, de fazer isto ou aquilo, praticando assim, por si mesmo, ações deliberadas. Pelo livre arbítrio, cada qual dispõe de si. A liberdade é, no homem, uma força de crescimento e de maturação na verdade e na bondade. E atinge a sua perfeição quando está ordenada para Deus, nossa bem-aventurança."

Mas quando adentramos neste tema verificamos que, nos dias atuais a uma intolerância a liberdade em geral e até a religiosa que é massacrada deliberadamente. Podemos constatar segundo as palavras do papa Francisco que "a liberdade reencontrada permitiu-vos olhar para o futuro com confiança e esperança, iniciar projetos e tecer de novo relações de amizade com nações vizinhas e distantes. Na realidade, o respeito dos direitos humanos, entre os quais sobressai a liberdade religiosa e a liberdade de expressão do pensamento, é condição preliminar para o próprio progresso econômico e social de um país. Quando a dignidade do homem é respeitada e os seus direitos são reconhecidos e garantidos, florescem também a criatividade e a audácia, podendo a pessoa humana explanar suas inúmeras iniciativas a favor do bem comum." (Discurso do Papa Francisco no encontro com autoridades da Albânia, 21 de setembro de 2014)

A liberdade exercita-se nas relações entre seres humanos. Toda a pessoa humana, criada à imagem de Deus, tem o direito natural de ser reconhecida como ser livre e responsável. Todos devem a todos este dever do respeito. O direito ao exercício da liberdade é uma exigência inseparável da dignidade da pessoa humana, nomeadamente em matéria moral e religiosa. Este direito deve ser civilmente reconhecido e protegido dentro dos limites do bem comum e da ordem pública. (Catecismo da Igreja Católica nº 1738)

“Onde a liberdade religiosa é promovida se tutela o bem comum de todos os cidadãos, fiéis e não fiéis, e se colocam as bases para uma ação inclusiva que não transcure os pobres, os últimos, as minorias e as periferias.”(Cardeal Parolin secretário de Estado do Vaticano, 2015)

A liberdade faz do homem um sujeito moral. Quando age de maneira deliberada, o homem é, por assim dizer, o pai dos seus atos. Os atos humanos, quer dizer, livremente escolhidos em consequência dum juízo de consciência, são moralmente qualificáveis. São bons ou maus. (CIC - 1749)

 Assim“se o diálogo é o instrumento para alcançar a paz, a tutela dos direitos humanos é a garantia para conservá-la. podemos ressaltar que ainda hoje a liberdade religiosa não é ameaçada “somente nos países totalitários, mas também nos Estados que, definindo-se neutros, excluem toda expressão religiosa da vida pública.” (Cardeal Parolin secretário de Estado do Vaticano, 2015)

Por isso “o respeito a elementos essenciais da dignidade do homem, como o direito à vida e à liberdade religiosa, é condição de legitimidade moral para toda norma social e jurídica”, afirma Bento XVI. 

Os homens de hoje tornam-se cada vez mais conscientes da dignidade da pessoa humana e, cada vez em maior número, reivindicam a capacidade de agir segundo a própria convicção e com liberdade responsável, não forçados por coação mas levados pela consciência do dever. Requerem também que o poder público seja delimitado juridicamente, a fim de que a honesta liberdade das pessoas e das associações não seja restringida mais do que é devido. Esta exigência de liberdade na sociedade humana diz respeito principalmente ao que é próprio do espírito, e, antes de mais, ao que se refere ao livre exercício da religião na sociedade. Considerando atentamente estas aspirações, e propondo-se declarar quanto são conformes à verdade e à justiça (...). (Declaração Dignitatis Humanae sobre a Liberdade Religiosa, 1965)


"Deus vos abençoe!!!"
Fundador Gleydson do Blog Verbo Pai
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