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Jesus fitou-o com amor...

«Jesus fitou-o com amor» e disse-lhe: «Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois vem e segue-me». Embora saibamos que estas palavras, ditas ao jovem rico, não foram acolhidas por ele, como «chamado», o seu conteúdo no entanto, merece uma atenta reflexão; elas apresentam, de facto, a estrutura interior da vocação.

«Jesus fitou-o com amor ...». Está aqui estampado o amor do Redentor: aquele amor que brota de toda a profundeza divino-humana da Redenção. Nele reflecte-se o eterno amor do Pai, que «amou tanto o mundo que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que crê n'Ele não pereça, mas tenha a vida eterna». O Filho, imbuído por este amor, aceitou a missão do Pai no Espírito Santo e tornou-se o Redentor do mundo. E o amor do Pai revelou-se no Filho como amor que salva. É este amor precisamente que constitui o verdadeiro preço da Redenção do homem e do mundo. Os Apóstolos de Cristo falam com profunda emoção de tal preço da Redenção: «... não fostes resgatados... a preço de coisas corruptíveis, como a prata e o ouro, mas pelo sangue precioso de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula», escreve São Pedro. «Na verdade, fostes comprados por elevado preço», diz também São Paulo. 

O chamamento para seguir o caminho dos conselhos evangélicos nasce do encontro íntimo com o amor de Cristo, que é amor redentor. É com este amor, exactamente, que Cristo chama. Na estrutura da vocação, o encontro com este amor torna-se algo especificamente pessoal. Quando Cristo, «depois de vos ter fitado, vos amou», chamando cada um e cada uma de vós, amados Religiosos e Religiosas, aquele seu amor redentor foi dirigido a uma determinada pessoa, adquirindo ao mesmo tempo características esponsais: tornou-se amor de eleição. Tal amor abrange a pessoa toda, alma e corpo, seja homem ou mulher, com o seu único e irrepetível «eu» pessoal. Aquele que, doado eternamente ao Pai, «se dá» a si próprio no mistério de Redenção, eis que chama o homem, a fim de que este, por sua vez, se dê inteiramente a um serviço particular da obra da Redenção, mediante a agregação a uma Comunidade fraterna, reconhecida e aprovada pela Igreja. Não serão, porventura, um eco deste chamamento as palavras de São Paulo: «Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo ... e que vós não sois senhores de vós mesmos? Na verdade, fostes comprados por elevado preço». 

Sim: o amor de Cristo assenhoreou-se de cada um e de cada uma de vós, amados Religiosos e Religiosas, por aquele mesmo «preço» da Redenção. E em consequência disso, vós apercebestes-vos de que já não pertenceis a vós mesmos, mas a Ele. Esta nova consciência foi o fruto do «olhar amoroso» de Cristo no íntimo dos vossos corações. E vós correspondestes a esse olhar escolhendo Aquele que primeiro vos escolheu a cada um e a cada uma de vós, chamando-vos com a imensidade do seu amor redentor. Chamando «pelo nome», o seu chamamento faz sempre apelo à liberdade do homem. Cristo diz: «Se queres ...». A resposta a este chamamento, portanto, é uma escolha livre. Escolhestes a Jesus de Nazaré, o Redentor do mundo, ao escolherdes o caminho que Ele vos indicou.


"Deus vos abençoe!!!"
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