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Amamos O Papa

Durante esta semana, uma vizinha, que também é católica, veio me perguntar o que eu achava da renúncia do nosso Papa Bento XVI. Antes de responder a ela, a mesma se antecipou dizendo que achava que ele deveria ter “ido até o fim” a exemplo de João Paulo II. Percebi sinceridade em suas palavras cheias da coragem e força que caracterizam a juventude.

Fiquei a pensar por alguns instantes até respondê-la. Percebi e disse que, talvez não estivesse errada em pensar dessa forma e que seu pensamento seria o que se repete muitos corações católicos espalhados por aí, porém, gostaria de mostrar outro ponto de vista.

Somente Deus conhece o que cada homem traz consigo em seu íntimo. Com Bento XVI é a mesma coisa. Por mais que defendamos esta ou aquela posição, a verdade pertence ao Senhor. O que sei é que até hoje a Igreja confiou em sua direção, em sua fidelidade ao que ensinou nosso Senhor Jesus, em seu pastoreio como sucessor de São Pedro e na santidade e testemunho de sua vida dedicada ao Evangelho. Se estivemos com ele até agora, é nossa vez de estar com ele “até o fim”.

O mundo vê sempre no combate, no enfrentamento, no encarar a situação, como a coisa sempre correta a se fazer. Nem sempre isto é verdadeiro. Algumas situações custam a nós mais coragem para renunciá-las do que para enfrentá-las, como por exemplo, fugir de uma briga, de um pecado. Também acharam que Jesus havia sido derrotado por ter morrido na cruz e sofrido o que sofreu. Confiamos no iniciador de nossa fé, Jesus, a exemplo do que diz São Paulo. O Espírito de Jesus é quem move a Igreja e quando o Papa toma uma decisão enquanto Papa, ele é infalível, pois é guiado por este mesmo Espírito Santo.

É uma grande demonstração de humildade e um magnífico testemunho de desprendimento do nosso Papa Bento XVI, ao passo que também, mais uma vez demonstra sua preocupação e amor pela Igreja de Cristo. Sem dúvida, é um homem que escuta o que diz o coração de Jesus. Tanto João Paulo II como Bento XVI renunciaram à própria vida de formas diferentes.

Quanto a nós, cabe-nos estar atento aos sinais e ensinamentos que homens como ele nos transmitem. Também nos alegra saber quão rica é nossa fé ao dispor para nós, homens como Bento XVI, João Paulo II e tantos outros. Acima de tudo, devemos saber que a Igreja jamais será desamparada pelo amor e a providência de Deus, ao passo que se amamos João Paulo II, amamos Bento XVI, também amaremos o próximo Papa. Não amamos um Papa, e sim o Papa.

Deus te abençoe.

Martoncheles Borges
Consagrado Obra de Maria
 
"Deus vos abençoe!!!"
Fundador Gleydson do Blog Verbo Pai
Verbo Pai

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