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Os Dois serão uma só Carne.



Os dois serão uma só carne. Criada da costela do homem, a mulher é «carne da sua carne e osso dos seus ossos». Por este motivo, a mulher participa da debilidade – a carne – do homem, mas também da sua estrutura basilar – o osso. Um comentário do Talmude observa que «Deus não criou a mulher a partir da cabeça do homem, para que o dominasse; não a criou dos pés, a fim de que fosse submissa ao homem; mas criou-a da costela, para que permanecesse próxima do seu coração». A estas palavras fazem eco as palavras da «amada», do Cântico dos Cânticos: «Põe-me como um selo sobre o teu coração...» (8, 6). Elas manifestam a união profunda e intensa à qual aspira e à qual está destinado o amor conjugal.

«Eis agora aqui, o osso dos meus ossos, a carne da minha carne»: o homem pronuncia estas suas primeiras palavras diante da mulher. Até àquele momento ele tinha «trabalhado», dando um nome aos animais, mas permanecendo ainda sozinho, incapaz de pronunciar palavras de comunhão. No entanto, quando vê diante de si a mulher, o homem profere palavras de admiração, reconhecendo nela a grandeza de Deus e a beleza dos afetos.

Deus confia a sua criação à comunhão rica de enlevo, gratidão e solidariedade de um homem e de uma mulher. Aliando-se no amor, ao longo do tempo eles tornar-se-ao «uma só carne».

A expressão «uma só carne» faz certamente alusão ao filho, mas ainda mais evoca a comunhão interpessoal que envolve de maneira total o homem e a mulher, a ponto de constituírem uma nova realidade. Assim unidos, o homem e a mulher poderão e deverão dispor-se à transmissão da vida, ao acolhimento, gerando filhos mas também abrindo-se às formas de acolhimento e de adopção. Com efeito, a intimidade conjugal é o lugar originário predisposto e desejado por Deus, onde a vida humana não apenas é gerada e nasce, mas também é acolhida e aprende toda a constelação dos afectos e dos vínculos pessoais.

No casal existe admiração, acolhimento, dedicação, alívio à infelicidade e à solidão, aliança e gratidão pelas obras maravilhosas de Deus. E deste modo ela torna-se terreno fértil onde a vida humana é semeada, germina e vem à luz. Lugar de vida, lugar de Deus: acolhendo tanto um como o Outro, o casal humano realiza o seu destino ao serviço da criação e, tornando-se cada vez mais semelhante ao seu Criador, percorre o caminho rumo à santidade.

Extraido do VII Encontro Mundial das Famílias

"Deus vos abençoe!!!"
Fundador Gleydson do Blog Verbo Pai
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